Ontem, os homens da TV a cabo vieram aqui em casa para resolver um problema na instalação. Eles haviam chegado por volta das 13:30h, enquanto eu terminava de almoçar. Estava um pouco estressada, pois ainda tinha que fazer uma pesquisa, ter minha aula de violão e ainda tomar um banho. Tudo isso antes das 16:00h, quando eu iria para uma aula na escola de carona, então não podia me atrasar.
Resolvi começar pelo banho. Fechei a porta do banheiro, e enquanto os rapazes trabalhavam no meu quarto, eu ia relaxar em baixo do chuveiro. Terminei meu banho e fui fazer a pesquisa, antes que meu professor chegasse. Passei pelo quarto, dei boa tarde aos trabalhadores e fui pro escritório.
Liguei o computador, fui para a página do Google e digitei: "experimentos de química". Procurei alguma coisa que me chamasse a atenção, e lá pelo 4° experimento aberto, encontrei o perfeito! Resolvi logo imprí-lo. Estava ficando aliviada, tinha menos uma tarefa para fazer. Mas o alívio durou pouco, pois logo percebi que a tinta havia acabado. Bem nessa hora a campainha tocou.
Abri a porta. Era João, o meu professor de violão. Sentamos na sala e iniciamos a aula. Após a 1° música, João, que era muito perceptivo, disse que havia notado que eu estava um pouco estressada. Eu lhe disse que era sono (o que não deixava de ser verdade), mas o que realmente me estressava era a quantidade de coisa que ainda tinha pra fazer e o cansaço que sentia.
Durante a aula eu fui me animando. É como João sempre diz: "A música acalma". Apesar de algumas interrupções dos rapazes da TV a cabo, a aula fluiu bem. Já no final da aula, enquanto tocávamos "Cotidiano", de Chico Buarque, o rapaz da TV a cabo me chamou, pois como só tinha eu em casa, ele queria me mostrar como havia ficado o serviço.
Fui no quarto dos meus pais, vi como havia ficado tudo, e lhes entreguei o pagamento. Levei-os à porta, e muito educadamente eles cumprimentaram o meu professor e eu, que agradeci o trabalho. Quando estavam saindo, João começou a tocar uma música par despedir-se deles. Eles ficaram bem animados, deram um último chauzinho, e saíram.
Quando voltei a me sentar com João, ele me falou que deveríamos sempre tratar a todos com respeito e carinho e que aquela despedida poderia ter marcado para sempre a vida daqueles rapazes. Eu realmente concordei com ele! Dali ao final da aula, ocorreu tudo certo. E quando estávamos nos despedindo, minha carona ligou para avisar que já íamos sair. João foi embora, e eu saí correndo para pegar o meu caderno e ir, para não atrasar minha amiga.
Cheguei lá em baixo, Letícia e seu pai me esperavam no carro. Entrei, dei boa tarde, e durante o caminho comecei a me lembrar do que João havia me dito. Refleti a respeito, e percebi que não estava mais estressada, e que nada daquele estresse valera a pena. Decidi então tentar não me estressar mais por besteiras, afinal há tantas outras coisas mais importantes! E tantas pessoas se preocupam com besteiras, que algumas coisas nos passam despercebidas. E elas não deveriam passar assim, sem as notarmos, pois a vida é feita de detalhes, que só nos damos conta quando os perdemos.
Marina Paiva de Melo Maia
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